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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

AINDA QUE LENDO, OUÇA! Carta a um amigo

 













Meu prezado amigo Edu,

Desculpe-me chamá-lo assim, mas o meu objetivo é passar para você uma mensagem de forma bem agradável e tranqüila como se nós fôssemos velhos amigos. Até porque, embora você não me conheça, isto poderá acontecer um dia, mesmo que seja lá no céu, onde todos os remidos se encontrarão.

Então, em homenagem a esse nosso futuro encontro (eu estarei lá. E você também, não é mesmo?), gostaria de solicitar a você que lesse a mensagem até o final.

Quero refletir com você sobre uma conversa que houve entre o apóstolo Pedro e Jesus e que foi registrada por João (João 6:60-69).

No relato do capítulo 6 de João descobrimos que muitos discípulos, num dado momento, resolveram abandonar Jesus. E Jesus respeitou a decisão deles, afinal, ninguém é obrigado a seguí-lo, não é mesmo?

A verdade é que ao longo de nossas vidas estamos sempre tomando decisões e, dentre estas, estamos sempre substituindo uma coisa (ou uma pessoa) por outra.

Trocamos de escola., de emprego, de amigos... mudamos de idéia, fazemos opções, pensamos diferente etc.

Nossas trocas, de um modo geral, são conseqüências naturais da vida. Fazemos nossas escolhas e arcamos com os resultados.

Conheço algumas pessoas infelizes em razão das escolhas e trocas que fizeram um dia.

O texto de João relata que muitos discípulos de Jesus resolveram abandoná-lo. Talvez tenham se decepcionado com ele, ou talvez acharam que podiam trocá-lo por alguma coisa melhor que a vida oferece.

Para algumas pessoas Jesus é como um produto descartável. Algumas pessoas facilmente abandonam Jesus.

O interessante no texto é que Jesus não somente respeitou a decisão daqueles discípulos, mas foi além e perguntou aos que permaneceram: “Quereis vós também retirar-vos?

Em outras palavras, Jesus estava dizendo para o restante de discípulos: Vocês querem também ir embora?

Foi em resposta à pergunta de Jesus que Pedro disse: “Senhor, para quem iremos nós?”

Sabe Eduardo, a pergunta de Pedro traz embutida uma questão que merece, de todos nós, uma séria reflexão.

O que Pedro está perguntado a Jesus é: Senhor, se nós te abandonarmos, iremos para onde? Iremos para quem? Onde é que vamos encontrar um amigo igual ao Senhor? Onde é que vamos encontrar alguém que nos ama a ponto de morrer por nós? Alguém que nos aceita como nós somos? Que perdoa os nossos pecados? Que ouve as nossas orações? Que nos dá vida... vida boa... vida feliz... vida eterna?

Sabe por que Pedro entrou em crise com a pergunta de Jesus Eduardo? Foi porque ele percebeu que se abandonasse Jesus ficaria sozinho no mundo.

Olha meu irmãozinho Eduardo: eu não sei por que você abandou Jesus.

Sabe, quando uma pessoa escolhe permanecer fiel a Jesus, verdadeiramente esta pessoa terá de abandonar algumas coisas. Mas, que importa? O importante é ficar firme com Jesus. Pois, como diz o hino, “em Jesus amigo temos mais chegado que um irmão”.

Meu querido irmão Eduardo (posso chamá-lo assim, não posso?).  Eu já tive a sua idade e imagino algumas coisas que você esteja passando. Mas, apesar das crises, eu optei em permanecer ligado a Jesus; optei em investir na comunhão com Jesus. E, cá entre nós, eu sou muito feliz por isso.

Olhe, você não me conhece e nem eu a você. Mas se Deus me colocou no seu caminho, é porque, provavelmente, está interessado no seu retorno à casa paterna.

Volte pra Jesus! Afinal, depois de abandonar Jesus, você vai pra onde? Pra quem?

Que Deus te abençoe meu irmãozinho.

Um grande abraço pra você, seus pais e irmãos.

Seu amigo, Paulo.
(Carta enviada, via e-mail a um jovem que, decepcionado com a igreja, abandonou Jesus)

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