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sexta-feira, 4 de junho de 2010

NO CAMINHO

















UM CONVITE À DOCE REVOLUÇÃO

Meus irmãos,

Se vocês crêem no que estão lendo e ouvindo aqui neste site (www.caiofabio.net) e se crêem que é hora de nos manifestarmos sem alarde, porém com fé, acerca do que temos crido, conforme o Evangelho da Graça; e se também crêem que pode ser este o tempo no qual o Espírito Santo possa estar querendo suscitar um fogo de arrependimento em nós, nos conduzindo de volta ao Evangelho de Jesus, então, de minha parte, fica aqui a sugestão de uma doce subversão de amor e de uma gentil manifestação de provocação em fé.

Solicito a você que leia o texto que segue e, caso creia nos conteúdos por ele anunciados como sendo a alma e o espírito do Evangelho de Cristo, que o torne a sua Tese Reformada Contemporânea. Assim, imprima-o de todos os modos que lhe sejam possíveis (podendo até ser que para alguns ele vire um banner, uma grande placa ou um simples “pergaminho” com seu conteúdo). Depois, que seja afixado nas portas de Igrejas, Seminários e Catedrais, bem como na porta de sua casa ou onde quer que você tenha a chance de colocá-lo.

Leia, por favor. Se crer, faça o que lhe for possível. Até o último domingo de fevereiro gostaria de ficar sabendo que ele foi afixado no máximo possível de igrejas e lugares de freqüência cristã. E mais: tal ato é de foro íntimo. Portanto, não busque consentimento de ninguém. Também não vandalize nada. Seja discreto. Apenas pendure a sua bandeira na forma de uma tese de fé e vida na Graça de nosso Deus. O tamanho você decide. A quantidade também. Envie-me fotos de alguns desses lugares, pois quero colar tais fotos aqui no site.

______________________________________


Artigo 1º - Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois o Espírito da Vida em Cristo livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2º - Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os sábados e domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3º - Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento:

Todas as flores serão de esperança, pois todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4º - Fica decretado que o homem não mais julgará o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára:

O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade ao seu filhote para voar.

Artigo 5º - Fica decretado que os homens estão livres, e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silêncio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele a quem encontre em seu caminhar.

Artigo 6º - Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7º – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8º – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único:

Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9º – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10º – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo:

A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 - Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres; por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de "minha amiga" a sucuri dos igapós. Até a "comigo-ninguém-pode" está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida:

Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 - Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gazofilácios se transformarão em baús de boas recordações, e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase "Deus pensa que...", pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16 - Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18 - Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo, e estabelecido que melhor que a insinceridade é o silêncio. Daqui para frente, nenhum homem dirá "O Senhor me falou para dizer isto a ti", pois Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas, e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20 - Amém!

Caio
e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia




















A loucura da Cruz e o escândalo da Graça — para os cristãos

Meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós; pudera eu estar presente convosco e falar em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito! (Paulo, aos cristãos na Galácia 4:19-20)

A Graça é hoje a mais escandalosa de todas as mensagens cristãs! No entanto, também é a única que existe! É a loucura da Cruz! E o mais “louco” disso é que nada disso deveria ser louco para nós e nem fonte de escândalo, posto que essa mensagem seja o próprio Ensino e Vida de Jesus. É o espírito do Evangelho! Mas, incrivelmente, estranhamos a Graça de Jesus, nos assustamos com ela e aceitamos um enredo de perversões da Mensagem que é muito mais assustador que qualquer Loucura!

Sinceramente, quem não percebe que atualmente nosso Cristianismo é, quase sempre, a repetição dos mesmos conteúdos contra os quais Jesus, os profetas do Antigo Testamento, Paulo, os apóstolos e a Palavra se levantam nas Escrituras?

Hoje as pessoas se convertem à “igreja”, não a Cristo! É por essa razão que os conteúdos do Evangelho de Jesus estão tão adulterados entre nós. E pior, parecemos estar com os sentidos embotados para esta percepção, de modo que o que hoje se vê é uma caricaturização de Jesus. O Jesus que nos foi apresentado é um composer do Jesus da "igreja", o qual é moldado para ficar "parecido" com o grupo religioso ao qual a pessoa pertence. Portanto, o Jesus da “igreja”, na maioria das vezes, é uma fabricação feita para validar as teses do grupo. E tal “Jesus” não faz nada de bom ou de mal que qualquer outro condicionamento mental, psicológico e cultural também não realize. A leitura que fazemos do Evangelho é uma adaptação. E é também num “Jesus de terceira ou quarta mão” que a maioria das pessoas crê!

Posso asseverar, com convicção e tristeza, que na igreja evangélica atual, primeiro a pessoa tem que ser salva do Jesus inventado. Primeiro precisa ser salva do Jesus dos “evangélicos” a fim de conhecer o Jesus do Evangelho.

É exagero tal dedução? Então, permita-se uma reflexão honesta. E se Paulo estivesse presente num ano eleitoral no Brasil? Se visse e soubesse de todas as negociações de almas-votos que são feitas em Nome de Jesus? E se assistisse pela televisão à venda de todos os significados cristãos em objetos de energia espiritual pagã? E se visitasse uma “igreja” e assistisse às filas de pessoas para andarem sobre sal grosso ou para mergulharem em águas tonificadas do Jordão e a passarem pela Cruz de Jesus a fim de ganharem um carro zero, como pagamento pela sua crença? E se ele soubesse agora que a fé é um sacrifício que se expressa com dízimos, como troca de bênçãos por dinheiro, “sacrificados” no altar-bolso dos pastores, em longas novenas e correntes as mais mirabolantes?

O que enojaria Paulo seria ver pastores oferecendo o “sangue do Cordeiro” a fim de ungir a casa de trás para frente e da frente para trás. O “Sangue do Cordeiro” não é mais o que Jesus fez na Cruz, mas passou a ser um fetiche, uma mágica de bruxos, uma blasfêmia, um estelionato satânico dos símbolos de uma Verdade com a qual não se brinca impunemente.

A carta aos Hebreus foi escrita por muito menos! O escritor dela diria que estão brincando com fogo ardente e consumidor, e crucificando o Filho de Deus não apenas uma segunda vez, mas todos os dias — fazendo de Jesus um produto de troca. Sim! Aquilo que custou o alto preço de Seu sangue, para que nos fosse gratuito, agora é mercadoria a ser vendida pelos camelôs do engano, em repetidos sacrifícios e indulgências!

“Admira-me que estejais passando tão depressa Daquele que vos chamou na Graça de Cristo para outro evangelho...” (Paulo aos Gálatas 1:6)

Meu Deus, e se Paulo visse?!... Sim, se Paulo nos visitasse? Que epístola nos escreveria?

Veria aturdido o regresso da fé evangélica aos tempos dos cultos feitos a Baal e às imagens de escultura. Àquele tempo onde nem sombra ainda havia das sombras das coisas que haviam de vir — coisas que, inclusive, perderam a simbolização em razão de Jesus haver sido o cumprimento de todas elas.

Ser evangélico, para o Apóstolo, significava ter compromisso de fé e vida com o Evangelho de Jesus. Hoje, ser “evangélico” é pertencer a uma instituição religiosa que roubou o direito autoral do termo e se utiliza dele praticando um terrível “estelionato” de símbolos, histórias, mensagens e ilustrações.

Hoje, de maneira geral, quando um evangélico “evangeliza”, ele o faz a fim de que a “igreja” cresça como poder visível. Ou seja, “evangelização” significa crescimento numérico sob o pretexto de salvar as almas do inferno.

Quando Paulo evangelizava, isso significava levar as pessoas à consciência da Graça salvadora de Jesus e da possibilidade da experiência da liberdade-salvadora, tanto na vida pessoal como também na comunitária. O resultado, portanto, não é o surgimento de um número a mais para as estatísticas celestiais, mas uma nova criatura que o Espírito da Graça, em Cristo, faz nascer no Novo Homem!

Desse modo, se Paulo estivesse vivo hoje, provavelmente, ele nos diria que nós ainda não somos convertidos, pois voltamos atrás e aderimos aos conteúdos que negam a Cruz de Cristo!

A doutrina do Purgatório é uma verdade existencial para todos os cristãos — incluindo os protestantes e evangélicos! E por quê? Ora, dizemo-nos “salvos” pela Graça na chegada. Daí em diante somos “santificados” pela Lei (ou por nossas Listas, o que é a mesma coisa na intenção). Porém, tal “santificação” anula a Graça, pois, se a justiça vem pela Lei, Cristo morreu inutilmente. “Se é pela GRAÇA, já não é mais pelas obras; se fosse, a GRAÇA já não seria GRAÇA”, então ficamos num purgatório existencial sobre a Terra, pois nem nos tornamos verdadeiros filhos da Graça e nem nos entregamos aos rigores da Lei com honestidade. Ao contrário, fazemos o malabarismo de tentar conter o Vinho da Nova Aliança nos odres da Antiga, que se tornaram extintos e obsoletos.

Assim, não usufruímos nem a saúde nem a paz que vem da Graça e, tampouco, conseguimos viver pela Lei. Ou seja, vivemos em permanente estado de transgressão e culpa.

E quanto mais nós existimos nesse “purgatório”, mais orgulhosos, raivosos, arrogantes e mal-humorados nos tornamos, pois, no coração temos consciência de que não somos nem uma coisa nem outra: nem Gente da Graça e nem tampouco o Povo da Lei.

Jesus, porém, não veio ao mundo para criar um Circo, em alguns casos; uma Penitenciária, conforme outros; um Hospício, como acontece cada vez mais, ou um Estado Soberano como o Vaticano Católico e os “vaticaninhos” dos outros grupos cristãos.

Em Cristo, não temos que ser pré-condicionados por nada que não seja o fundamento dos Apóstolos e Profetas, cuja Pedra Angular responde pelo nome histórico de Jesus de Nazaré.

Quanto à igreja cristã, sabemos que ela não deixará de crescer em número e em poder terreno. Não. Seus templos estarão cheios e seu fervor religioso pode até aumentar. Mas saiba que esse nosso Cristianismo não terá qualquer mensagem do Evangelho a pregar para as próximas gerações (com suas complexidades psicológicas e espirituais), a menos que se converta radicalmente à Graça, não como uma doutrina-teológico-moral, mas como a essência de nossa relação com Deus, com o próximo e com o nosso próprio ser!

Nossa esperança é a possibilidade de que Ele ainda venha a gerar consciências libertas do medo de ser e podendo experimentar a Graça de viver em Cristo, sem os temores que hoje são tão bem administrados pela “igreja”, na sua obsessão de ser a “conquistadora” do mundo e de seus poderes — incluindo almas humanas —, embora não ajude as pessoas a terem uma alma para gozar a vida em Deus e Deus na vida, ainda na Terra, pois o “Jesus” da “igreja” veio para que tenhamos medo, e medo em abundância!

Caio Fábio





















O EVANGELHO É O NOME- SE PUDER LER, LEIA!

Foi porque os "cristãos” não entenderam que o Evangelho é Jesus que, separadamente de Jesus, criaram uma outra coisa que deveria ser vista por todos como “o Evangelho”.

Assim, Jesus seria o Cordeiro da Cruz e da Ressurreição, mas, à parte dEle, deveria surgir uma “doutrina de salvação” conforme o conceito de “doutrina” dos homens — tendo nos gregos os artífices filosóficos e metodológicos desse “ídolo de pensamentos” patrocinado pelo Império Romano.

Ora, o Evangelho que se vê anunciado por Paulo, por exemplo, não é uma “doutrina” conforme o termo se faz entender por nós, mas apenas uma explanação dos significados salvíficos do que Jesus fez; e, além disso, uma aplicação de natureza individual, existencial e também comunitária do significado de se ter crido e aprendido em e de Jesus.

Entretanto, tal explanação não obedece a lógicas humanas nem se reveste de nada que se assemelhe a um “sistema”, posto que, para Paulo, não havia nada a ser sistematizado no Evangelho, mas apenas crido. E o fato de o apóstolo não ficar citando palavras de Jesus, conforme ditas e registradas nos 4 evangelhos (que já existiam como informação oral) apenas prova que até mesmo o que Jesus disse não era material para ser “decorado”; antes, era algo para ser entendido como espírito e como consciência aplicada à vida.

Foi a esquizofrenia produzida entre Jesus-Evangelho, de um lado, e, de outro, um corpo de doutrinas chamada de Evangelho (o qual é feito da sistematização de tudo o que na Bíblia se pode usar para fundamentar um pressuposto “lógico” acerca de um “plano da salvação”) justamente aquilo que tornou Jesus tão diferente daquilo que a “igreja” chama de “Evangelho” e, ao mesmo tempo, tornou a “igreja” tão díspar em relação à Pessoa de Jesus.

Muita gente diz “o evangelho está crescendo...” ou “o evangelho está enfrentando resistências...” ou, ainda, “o evangelho progrediu muito...” — sempre em referência ao crescimento de adesões religiosas à “igreja”, mas quase nunca pensando que o Evangelho só cresce para dentro do ser; e qualquer coisa que carregue o seu nome do lado de fora tem que ser um mero reflexo do que ele gerou no coração.

Todavia, para a “igreja”, Jesus salva, mas o que o salvo se torna não tem nada a ver com Ele! Aliás, se ficar parecido com Ele, não serve para a “igreja”. Pois nada incomoda mais a “igreja” do que alguém que busque ser, radicalmente, como Jesus.

Andar como Ele andou, para a “igreja”, significa outra coisa. De fato significa comportar-se como a “igreja” determina, mesmo que isso venha a ser equivalente a negar o modo como Jesus se mostrou a todos os seres humanos conforme o registro dos quatro evangelhos.

Na verdade, Jesus é o Evangelho, pois é somente nEle e na fé que converge de modo exclusivo para Ele que surge o entendimento do Evangelho.

O Evangelho é Jesus, em todas as Suas histórias, ações, visões, ensinos, interpretações da realidade e, sobretudo, Sua entrega voluntária, como Cordeiro; e, para além disso, Sua Ressurreição!

Para se entender o Evangelho tem-se que olhar a vida com o mesmo tipo e qualidade de amor que Jesus demonstrou em Sua existência no tempo e no espaço, ou seja: na Sua Encarnação.

O Evangelho só cresce em nós quando a consciência de Jesus se torna crescente em nós. Isto é ter a mente de Cristo, segundo Paulo. Portanto, isto é Evangelho.

O Evangelho é o entendimento segundo Jesus que se torna vida e alegria para quem crê.

Sem tal olhar e sem tal sentir e pensar, conforme Jesus, não há nada que seja Evangelho. Sim, sem isto podemos ter quatro evangelhos, mas não temos ainda O Evangelho.

Isto porque O Evangelho não existe nos quatro evangelhos. Neles temos registros verdadeiros de quem é Jesus e de tudo o que, sendo essencial, Ele fez e ensinou. Sim, não há nada além de letras nos registros dos evangelhos, até nos mais originais de todos eles, posto que o Evangelho não é uma informação, mas sempre uma encarnação da Palavra.

Por essa razão, do ponto de vista de Jesus, conforme os evangelhos, o Evangelho tinha a ver com gestos. Afinal, uma mulher o unge com óleo e Ele diz que aquilo era Evangelho.

Na Bíblia há quatro evangelhos, mas nenhum deles é Evangelho enquanto não é crido e praticado!

Quando Paulo diz que o Evangelho é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, ele não se refere a nenhuma sorte de adesão à “religião da salvação”, mas exclusivamente a ter crido e obtido, pela fé, o entendimento para provar a salvação como benefício espiritual já na Terra.

Afinal, Evangelho é Boa Nova. E que Boa Nova há em quatro evangelhos que não se tornam Evangelho (produtor de vida e paz) na vida dos papagaios que o decoram?

Há papagaios capazes de desenvolver inteligência de resolução de problemas de uma criança normal de seis anos. E com a memória que esses pássaros possuem, se ensinados, decorariam os evangelhos como uma criança é capaz de fazer quando treinada. Neles, porém, não haveria nenhum Evangelho.

Evangelho é vir e aprender com Aquele que é manso e humilde de coração, achar descanso para a alma nEle e trocar a canga da angústia pelo peso-leve de Seu fardo de alegrias.

Evangelho é achar o tesouro que nos evangelhos é uma parábola!

Evangelho é a chance de nascer de novo e de ter no coração o reino de Deus!

Evangelho é certeza de perdão, mas que traz consigo o compromisso com o perdão ao próximo; o que, no Evangelho, não é um sacrifício, mas algo agradável como um grande privilégio!

Evangelho é ser forte contra a mentira e doce ante qualquer que seja a confissão de verdade!

Evangelho é a alegria de dar a vida pelos amigos e até pelos inimigos!

Evangelho é, portanto, andar como Ele andou; e isto para total benefício de quem O segue em fé!

Evangelho é assim... igualzinho a Jesus!

E para eu dizer o que é Evangelho, com minhas imensas limitações, teria que escrever tudo o que vejo, sinto, percebo e recebo de Jesus todos os dias; além de tudo o que de Sua Graça vejo nos evangelhos e enxergo como Evangelho de salvação, na minha vida, e na de todo aquele que crê e busca andar conforme a Sua mente.

Assim, ao invés de buscar decorar os evangelhos, busque entender o espírito deles, pois Jesus disse: “As minhas palavras são espírito e são vida”.

Enquanto o Evangelho não se torna um entendimento em fé que nos concede cada vez mais ver, sentir, e decidir conforme Jesus, nenhum benefício do Evangelho chegou até nós.

O Evangelho é Caminho, Verdade e Vida — e Caminho, Verdade e Vida só estão em Jesus. Portanto, o Evangelho é Jesus e Jesus é o Evangelho; e tudo o que não for assim e conforme o espírito de Cristo pode até ganhar o apelido de “evangelho”, mas não é Evangelho.

Ora, é apenas por crer que os 4 evangelhos só se tornam Evangelho se cridos e praticados como entendimento e consciência; e também é somente por ter o testemunho de toda a História da Igreja quanto ao fato de que sem Bíblias o povo fica nas trevas, mas também que com Bíblias, porém sem ter Jesus como a “chave hermenêutica” da leitura, o povo fica “evangélico” — que ouso dizer que nem mesmo a Bíblia ajuda se a pessoa não tiver entendido que Jesus é o Evangelho; e que até da Bíblia muitas coisas deixam de ser Evangelho pelo simples fato de não terem sido encarnadas por Jesus como vida.

O local físico onde posso ler os 4 evangelhos é a Bíblia. Porém se na leitura eu não olhar tudo a partir da certeza de que Jesus é o Evangelho, a Bíblia servirá apenas para dividir e dividir as pessoas em nome de Deus, porém sem Deus em nenhuma das divisões, todas feitas em nome de verdades de fariseus; as quais, para Jesus, ainda quando eram verdadeiras, se tornavam mentira, posto que não eram praticadas pela via do amor que fez Deus se encarnar em Jesus.

Nele, que é o Evangelho,


Caio















Há quem julgue o ensino de Jesus muito romântico e sem senso de realidade.

Afinal, o que Ele manda fazer e ser é completamente contrário àquilo que o fluxo deste mundo chama de realidade e objetividade.

Quem ganha guerras amando o inimigo?

Quem vai a qualquer lugar se perdoa sempre?

Quem lucrará de modo capitalista se fizer aos outros, antes, aquilo mesmo que deseja que os outros façam a ele?

Em que sociedade o maior deve ser o menor, e o último o primeiro?

Em que filosofia o caminho do ser é o de se fazer como uma criança?

Quem prosperará se não se inquietar com o dia de amanhã?

Quem sobrevive sendo verdadeiro sempre?

Quem vai a qualquer lugar se não aliar-se aos poderes vigentes?

Quem se satisfaz sendo tão discreto que a mão direita não pode nem se gabar do que fez a esquerda?

Quem consegue ser tão livre, que simplesmente não reconheça fronteiras, e que se sinta bem-vindo em qualquer lugar onde for bem-vindo, pois, não conhece o preconceito?

Quem não se amargurará também ao não ser recebido pelos seus próprios?

Quem tendo todo o poder decide não usá-lo?

Quem podendo se impor apenas deixa “chegar a hora”?

Quem podendo esmagar se deixa antes executar?

Quem podendo dar um show que agilize o caminho, preferirá ao invés andar nos desertos, e associar-se a gente pequena, e dedicar a sua vida à cura dos doentes de corpo e alma?

Quem podendo curar, curando proíbe os curados de falarem que foi dele que veio o benefício?

Quem sacrificaria um jantar com amigos ricos para oferecer uma ceia para mendigos e desconhecidos pobretões?

Quem faz do amor um caminho de transgressão ante os olhos dos juízes da moral, e, ainda assim, jamais não negocia o que sabe ser verdade e bom?

Quem confia ao Pai a própria vida, e aceita todo e qualquer absurdo, e, ainda assim, sabe morrer entregando ao Pai o espírito?

Sim, para muitos, senão para todos, o Evangelho é insuportável, e, por isto, mesmo quando todos dizem que ele está certo, ainda assim ninguém se aventura a levá-lo a sério.

Jesus, todavia, não era romântico.

Se Ele come carne, é porque animais morrem.

Se bebe vinho, é porque sabe que vides precisam ser plantadas.

Se fala de casas que não sucumbem ao tempo é porque sabe que casas precisam ser construídas.

Se transforma água em vinho é porque sabe que a frustração pode acabar a alegria de uma casamento.

Se multiplica alimentos é porque sabe que o homem não vive somente da Palavra que sai da boca de Deus, mas também de pão.

Se entra em barcos é porque reconhece a gravidade da Lei da Gravidade.

Se dorme é porque sabe que sem descanso não se vive.

Se chora a morte de um amigo é porque reconhece que não existe vida sem emoção.

Entretanto, Jesus estabelece limites. Ele deixa claro que a cobiça, os excessos, as luxurias, e todas as ambições tornariam a vida impossível na Terra.

Hoje, quem se atreve a dizer que nosso senso de realidade e de objetividade são de fato reais e objetivos?

Sim, diante de tudo o que nossa realidade e nossa objetividade produziram como morte em proporções globais, quem se atreve a dizer que o romântico é Jesus?

Não amigos! Digamos que não suportamos, que não agüentamos viver diferente, que nosso egoísmo e nosso imediatismo nos governam, qualquer coisa... mas não digamos que Jesus é romântico.

Românticos e idiotas somos nós, os insaciáveis, os implacavelmente cobiçosos, os senhores e sujeitos de seus próprios medíocres destinos, os poderosos que não têm nem mesmo os senso de realidade que assume que nós próprios, quais idiotas incuráveis, somos aqueles que por ambição, omissão, ou mero comodismo, estamos tratando real e objetivamente de nos autodestruirmos.

Sim, digamos antes que o Evangelho é insuportável, mas não digamos que ele é romântico, pois, nada há mais verdadeiro, nem tampouco mais real e chocantemente profilático quanto a indicar o caminho da vida, e não da morte, quanto o Evangelho de Jesus.

Mas Ele perguntou: “Quando vier o Filho do Homem, porventura achará fé na Terra?”

Caio

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