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sábado, 5 de junho de 2010

AINDA QUE LENDO, OUÇA!
















E ELE CONTINUOU DESEMPREGADO

Uma mulher, cujo marido está desempregado, tenta atrair a misericórdia dos deuses a quem serve. Com a pouca comida que tem em casa, prepara uma oferenda aos deuses. Enquanto ela oferece, as pessoas observam.
Porém não há resposta. Então, acreditando que as oferendas não foram capazes de atrair a atenção dos deuses, prepara um sacrifício com pequenos animais domésticos e, enquanto lhes oferece, chora, implora... e as pessoas observam.
A mulher aguarda em silêncio. As pessoas observam em silêncio. E os deuses permanecem em silêncio. Ela não sabe, mas eles não podem responder.
Seu marido continua desempregado. Sua angústia aumenta. Ela precisa merecer a atenção dos deuses.
Desesperada, pega seu filhinho primogênito e, com ele no colo, entra num rio considerado sagrado. As lágrimas cobrem o seu rosto. Mas ela precisa expiar os seus pecados e apaziguar os deuses para que seu marido encontre trabalho. O que ela irá fazer? As pessoas perguntam. E observam.
Ela vai sacrificar o seu filho. Ela acredita que o sacrifício de seu filho primogênito é o único meio para expiar os seus pecados e conseguir a atenção dos deuses.
Ela respira fundo e, com carinho, coloca dentro das águas imundas do rio seu filho que, inevitavelmente se afoga. E as pessoas observam.
Com a consciência do dever cumprido a mulher vai embora. Vai pra casa chorar ao lado de seu marido que, a despeito do sacrifício, continua desempregado.
Isto está acontecendo hoje! Em pleno século XXI existem mães oferecendo seus filhos em sacrifício a deuses inexistentes para merecer-lhes a atenção. E vai continuar acontecendo por muito tempo, porque quem pode ajudar, muitas das vezes, apenas observa.
Deus ofereceu seu Filho para que ela não oferecesse o filho dela. Mas ela não sabe disso.
Outrora cantávamos um hino cujo estribilho diz: “Não me falaram de Cristo, não me falaram de Cristo, tantos vi que salvou, mas ninguém se importou, de falar-me da graça de Cristo.”
Você se importa, ou apenas observa?

Paulo Natalino Dian

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