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quinta-feira, 10 de junho de 2010

ESCREVENDO
















CANTARES 8:7

O casal, cuja paixão ardente é retratada no livro, olha para o amor que sente e afirma: “As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam”.

Mas... este não é o sentimento expressado pela maioria dos casais quando, apaixonados, decidem se casar? Vemo-lo em vários convites.

“... Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer, como é grande o meu amor por você. E não há nada pra comparar, para poder lhe explicar como é grande o meu amor por você”.

Contudo, não é incomum vermos casais que juraram um amor eterno se separando. E, muitas das vezes, por problemas que não foram detectados oportunamente.

Duma forma bem light vamos chamar a atenção para alguns desses problemas.


MOTIVAÇÃO: Um dos grandes problemas que atingem as famílias começa antes do casamento e eu poderia chamá-lo de MOTIVAÇÃO. Preste atenção na letra que segue:


Música I – Convite de Casamento (Gian e Giovani)

A gente morou e cresceu na mesma rua
Como se fosse o sol e a lua
Dividindo o mesmo céu

E eu a vi de desabrochar, ser desejada
Uma jóia cobiçada
O mais lindo dos troféus

Eu fui o seu guardião
Eu fui seu anjo amigo
Mas não sabia que comigo
Por ela carregava uma paixão

E eu a vi se aconchegar
Em outros braços
E sair contando os passos
Me sentindo tão sozinho

No corpo o sabor amargo do ciúme
A gente quando não se assume
Fica chorando sem carinho

O tempo passou e eu sofri calado
Não deu pra tirar ela do pensamento
Eu ia dizer que estava apaixonado
Recebi o convite do seu casamento
Com letras douradas num papel bonito
Chorei de emoção quando acabei de ler
Num cantinho rabiscado do verso
Ela disse meu amor eu confesso
Estou casando mas o grande amor da minha vida é você


A pergunta é: Por que eu me casei com quem eu me casei? Se, na música, a pessoa está casando com um, mas o grande amor da vida dela é o outro, então, por que será que ela está casando com quem está casando?

Medo da solidão
Medo das insinuações
Precipitação
Desejo
Status
Segurança
Competição
Etc.

Casamento que não seja por amor tem tudo para não dar certo e distribuir infelicidades para o casal, para os filhos e para os amigos.

Se você casou, mas não por amor, só tem um jeito: tente descobrir no seu cônjuge motivos para amá-lo. Quem sabe você consegue?

Se você ainda não se casou, pelo amor que você tem a você mesmo (ou mesma), não case se não for por amor. Antes só do que mal acompanhado (a).


E casamento por amor dá certo sempre? A resposta é... não. Há um problema que afeta os casais e torna a família infeliz: CIÚME. Preste atenção:

Música II – O destino desfolhou (Paulo Sérgio)

O nosso amor traduzia felicidade e afeição;
Suprema glória que um dia tive ao alcance da mão;

Mas veio um dia o ciúme e o nosso amor se acabou,

Deixando em tudo o perfume, da saudade que ficou.

Eu te vi, a chorar, vi teu pranto em segredo correr
E parti a cantar, sem pensar que doía esquecer.
Mas depois, veio a dor, sofro tanto e esta valsa não diz,
Meu amor, de nós dois, eu não sei qual é mais infeliz.

Os nossos olhos choraram, o nosso idílio* morreu,
Os nossos lábios murcharam, porque a renúncia doeu,
Desfeito o ninho, a saudade humilde e quieta ficou,
Mostrando a felicidade que o destino desfolhou.


Ciúme todos têm em maior ou menor grau. Mas o ciúme quando não controlado acaba tornando infeliz um casal que tinha tudo para ser feliz.

Reveja a tragédia causada ao casal da música pelo ciúme.

Se você é ciumento(a), controle-se. Muitas famílias têm sido destruídas ou vivem infelizes por causa do ciúme.


Outro problema que atinge as famílias gerando discussão, tristeza, acusação, frustração e, até separação, chama-se DINHEIRO. Pra ser mais exato, a ausência ou escassez dele. Veja o drama:

Música III – O gás acabou (Luis Américo)

Meu gás acabou, tem pouca comida,
Acabou meu dinheiro
Pagamento está longe,
Ainda não pintou o décimo terceiro
As pratinhas do Zé
Que ele juntou pra comprar a chuteira
Se o vale gorar
Já dá pra inteirar a despesa da feira

E aqui estou eu
Pedindo carona pra ir trabalhar
Pensando na nega mãe do meu moleque
Que nunca se queixa
E está sempre a cantar
Seja lá o que Deus quiser
Pobre é esse sofrimento
Recebe só vale no seu pagamento.

A falta de dinheiro é realidade de todas as nossas famílias. E não importa quanto a pessoa ganhe: sempre vai haver alguma coisa além das nossas posses. Na música a mulher “nunca reclama e só vive a cantar: seja lá o que Deus quiser”, mas, no dia-a-dia, o que se vê e ouve é famílias discutindo, se desentendendo e sendo infeliz por causa da falta de dinheiro.

Precisamos, como famílias, ser mais companheiros e mais mordomos dos recursos, a fim de não sermos afetados pela escassez.


Problema que não é problema mas às vezes pode se tornar, se faltar ao casal percepção e disciplina, chama-se FILHOS. Como um casal pode permitir que os filhos, herança do Senhor, podem desencadear problemas? Veja um exemplo:

Música IV – Quando as crianças saírem de férias (Roberto Carlos)


Quando chego em casa eu encontro
Minha turma esperando sorrindo
E lá vou eu
de xerife ou de homem do espaço
No seu mundo esquecer o cansaço
E o tempo vai.
Bem mais tarde o calor do seu beijo
Me envolve em amor e desejo
Mas o nosso amor
Não vai longe um deles lhe chama
Ele quer companhia e reclama
E você vai
E assim nosso tempo se passa
Quando você retorna sem graça
E eu me aborreço.

Quando as crianças saírem de férias
Talvez a gente possa então se amar
Um pouco mais.

Novamente o calor do seu beijo
Nos envolve no mesmo desejo
Mas o nosso amor
Dura pouco um outro agora
Põe a boca no mundo e chora
E você vai
Outra vez você volta sem graça
E outra parte do tempo se passa
E eu me aborreço.

Quando as crianças saírem de férias
Talvez a gente possa então se amar
Um pouco mais.

Novamente o calor dos seus braços
Me acende e eu esqueço o cansaço
De esperar
A história é sempre assim
Já um outro chamando por mim
E lá vou eu
E assim outra noite se passa
Quando eu volto e fico sem graça
Você já dormiu.

Quando as crianças saírem de férias
Talvez a gente possa então se amar
Um pouco mais.

Na música o casal não consegue viver o seu momento de amor, de serem, conforme a Bíblia diz, não mais dois, mas uma só carne, pela interferência constante dos filhos. Como resolver isso? Bem, os filhos são as nossas paixões, logo, não são descartáveis. O casal precisa, porém, ter tempo livre e sossegado para si. E precisa descobrir o “como”.


Casal que não encontra tempo para si e, muitas das vezes, a pretexto de estar cuidando ou dando atenção aos filhos, pode estar fomentando o surgimento de outro grave problema: TRAIÇÃO

Música V – Quem mandou você errar (Cláudia Barroso)


Quem mandou você errar
Quem mandou você pecar
Eu te avisei tantas vezes
Eu te alertei tantas vezes
Hoje vive a lamentar
Hoje implora o meu perdão
Eu te avisei tantas vezes
Eu te alertei tantas vezes

Aquela que ganhou você de mim
Hoje ri da sua dor
Fez você ficar assim
Agora eu lamento por você
Hoje eu não te quero mais
Nosso amor chegou ao fim

A traição tem destruído casais. Mesmo quando não culmina em separação, a relação dificilmente continua a mesma. Quem não conhece um casal cuja vida foi destroçada pela traição?

A família precisa se vacinar contra o vírus da traição desenvolvendo uma relação de confiança e companheirismo, afastando as brechas que podem desencadeá-la em nome da felicidade comum.


Podem fazer surgir no seio da família, especialmente na vida do casal, a erva daninha da traição algumas atitudes que, às vezes passam despercebidas. São elas:

a) MESMICE

Música VI – Cotidiano (Chico Buarque)

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã


Mesmice é a ausência de acontecimentos novos, marasmo, inatividade, pasmaceira.
Mesmice cansa. Mesmice pode instigar o casal – um ou outro, ou ambos, a procurar a novidade.
É preciso ser criativo, ter iniciativas, detectar e descontinuar a mesmice, a fim de evitar problemas maiores.


b) ROTINA

Música VII – O Dia-a-dia (ROBERTO CARLOS)


Eu acho que a rotina do dia-a-dia
Está mudando tudo lentamente
Você não é a mesma que era antes
Ficou tão diferente.

Eu sinto que você mesmo ao meu lado
Está de certa forma tão distante
E aquele nosso amor apaixonado
Não é mais como antes.

Meu bem, meu bem, meu bem
Faça alguma coisa pelo nosso amor.

Não sinto suas mãos nos meus cabelos
Dizendo tanta coisa sem falar
Não é difícil ser o que já fomos
Vale a pena tentar.


Nessa música o marido percebe que as coisas mudaram para pior, a mulher não é mais a mesma, está distante, mesmo quando está fisicamente próxima, já não faz carinhos etc. E ele atribui as mudanças para pior à rotina.

Rotina e mesmice se confundem. Talvez a mesmice seja por falta de criatividade do casal; falta de iniciativa para inovar, enquanto que a rotina, às vezes, nos é imposta. De qualquer forma, a rotina pode cansar. Logo, é preciso interrompê-la.



c) INDIFERENÇA

Música VIII – Indiferença (Zezé di Camargo)


Fala pra mim, diz a verdade
O que mudou assim tão de repente
Quero saber de onde vem
Esse medo que machuca a gente
Tá tudo errado, fogo cruzado
E a gente não consegue se entender
Por que não me telefona
Dê notícias de você

Liga ao menos pra dizer
Que o melhor é te esquecer

É a sua indiferença que me mata
É uma invasão, um nó dentro de mim
Coração divide em dois na sua falta
Uma parte é o começo a outra o fim
É a sua indiferença que me mata
Que me mata, que me mata
Coração divide em dois na sua falta
Na sua falta, na sua falta

A indiferença dói. Eu via um filme e, num dado momento, a mocinha, que fora presa por um vilão, mas que acabou se interessando por ele, protestou: “Você nem me mata e nem me quer. Essa indiferença é cruel”.

Na música o marido até admite ser esquecido pela mulher. Pois a indiferença dela o mata.

Mesmice, rotina, indiferença são germes que destroem pouco a pouco a família, a partir da destruição da felicidade do casal. Mesmice, rotina, indiferença estão mais presentes do que, às vezes, você se dê conta.

Muitos maridos/mulheres vendo seus casamentos ruírem perguntam: Meu Deus, onde foi que eu errei? E começam a enumerar virtudes: “Eu trabalho pra família, vivo pra família, me mato pela família...” . Às vezes, não houve nenhuma atitude moralmente reprovável, mas simplesmente, o cansaço gerado pela mesmice, rotina, indiferença.

Peçamos a Deus que nos ajude a monitorar esses e outros problemas que geram infelicidade, frustração, separação. Mas lembre-se:

Até onde se sabe, Deus não faz aquilo que podemos fazer.

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