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domingo, 1 de maio de 2011

ESCREVENDO: Tributo ao amor de mãe














“Pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre...”?         (Is. 49:15a)

 TRIBUTO AO AMOR DE MÃE

         Com muita propriedade, o poeta português Júlio Dantas sentenciou: “Pode secar-se num coração de mulher, a seiva de todos os amores; nunca se lhe extinguirá, contudo, a do amor materno”. Com essas palavras o poeta sintetizava o conceito humano segundo o qual a mãe é, sem dúvida, a mais perfeita fonte de amor depois do amor de DEUS.

         Interessante é destacar que, no conceito de DEUS, também, o amor de mãe é o que mais se aproxima de seu amor.  O texto supra pede uma resposta que não pode ser outra senão não. E Deus faz aquela pergunta, porque, em sua onisciência, sabe que, como muito bem diz Bersot “há muitas maravilhas no universo, mas a obra prima é, ainda, o coração de uma mãe”. Ou ainda, como constata Jeremy Taylor, “a mãe é a única pessoa na terra que pode dividir o seu amor entre dez crianças, e cada filho, de per si, tem todo o seu amor”.

         O amor de mãe tem características, e sem medo de errar posso afirmar que, em primeiro lugar ele não é interesseiro. Traduzindo, estou querendo dizer que a mãe ama, não movida por interesses pessoais, mas porque faz parte da natureza materna amar, assim como DEUS ama porque DEUS é amor. Ama o filho antes de ser concebido, enquanto o espera e depois que chega. Apesar das lutas, encontra tempo para ouvi-lo, para dar um carinho, contar uma história, fazer um afago. Não teve o melhor, mas quer o melhor para ele. E nada faz por obrigação. Faz porque é mãe.

         Em segundo lugar, a experiência me diz que o amor de mãe não é limitado. — A que uma mãe estaria disposta por seu filho? — A tudo. A exemplo do amor de DEUS, o amor de mãe não tem limites. Ela não fica de braços cruzados diante da vida, desafios, crises; não espera pela sorte ou que tudo caia do céu. Ela assume a sua posição de mãe, e esforça-se, luta, batalha, vence. Não lhe importa levantar cedo, dormir tarde, ou nem dormir. O que importa é o seu filho.

         Em terceiro lugar, o amor de mãe é imorredouro. Segundo Al-Asbahani, uma mãe a quem perguntaram a qual dos filhos amava mais, respondeu: “Ao pequenino, até que cresça; ao enfermo até que se cure;  ao ausente, até que volte”.  Sintetizando: o amor de mãe não passa com o tempo.

         — Em tempo, cabe lembrar que a exteriorização do amor de mãe, exige dela renúncia. Renúncia ao seu corpo, ao seu conforto, à sua liberdade, à sua vida. Não foi por acaso que o escritor Coelho Neto, num momento de rara inspiração, compôs: “Ser mãe é andar chorando num sorriso! Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! Ser mãe é padecer num paraíso!”

         — As mães não exigem resposta ao seu amor. Contudo, e esta é uma palavra voltada diretamente para os filhos, o amor de mãe merece uma resposta. Constata M. Eny que “a mãe é para os filhos o que a luz é para todos nós: só lhe sentimos a falta quando se apaga”. Assim sendo, ouso apelar: Filho! Não deixe para quando a sua mãe já não puder receber, dar a resposta ao seu amor. Ame a sua mãe! Todos os dias demonstre o seu amor por sua mãe! E ame observando o que DEUS, através de João nos ensina “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (I Jo. 3:18). Não deixe para dar valor à sua mãe depois que ela se for. E não apresse com o seu comportamento a sua partida.

         — Mãe, “anjo a quem DEUS emprestou um corpo”, segundo Joseph de Maistre, pelo seu dia, os nossos parabéns;  pelo que você representa para nós, o nosso muito obrigado;  e que por toda a sua vida, DEUS lhe abençoe.

Com carinho, admiração, gratidão, reverência e respeito

 Paulo Natalino Dian


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