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terça-feira, 17 de maio de 2011

AINDA QUE LENDO, OUÇA! SÓ ARES
















Seu nome é Romildo Ribeiro Soares. Mas ele prefere ser conhecido como R.R. Soares. 

Sua cara está sempre na televisão. Tem horários diferentes em diferentes canais. Ele tem muito dinheiro e, para quem tem muito dinheiro, não é difícil comprar vários horários. 

Seu dinheiro não vem do seu trabalho. Não se conhece a sua profissão. Aliás, nem se sabe se ele tem uma profissão. De qualquer forma, se tem, não vive dela.

Profissões bem remuneradas pagam impostos. E por que pagar impostos se existe um meio de ficar com o bolo todo?

Ademais, para se enriquecer pelo exercício profissional, dizem os que já enriqueceram, é preciso dez por cento de inspiração e noventa por cento de transpiração.

Ele descobriu um meio mais fácil. E mais eficaz. E menos cansativo. E muito, mas muito mais lucrativo.

Ele vive do suor alheio.

Sim, ele está podre de rico às custas de muito sangue, suor e lágrimas daqueles que acreditam nele. E não são poucos. E ele sabe disso.

Usa a bíblia para manipular. Sim, porque a bíblia não é um livro mágico e seu texto, construído no tempo e sempre visando o bem do homem, também pode ser torcido e usado para o seu mal.

O mal, no caso, é viver de expectativas e fé em promessas que Deus não fez. Ou, pelo menos, não fez como o ‘missionário’ diz que fez.

O mal jaz na exploração de homens e mulheres que, não obstante, seguem resignados acreditando que é Deus quem está exigindo o sacrifício em troca de bênçãos.

O mal é ver homens e mulheres frustrados com Deus, enquanto aplaudem seus falsos emissários.

Afinal, dizem eles, se a promessa não se cumpriu, a culpa não é minha, mas de Deus que prometeu e não cumpriu.

O mal reside no engano de fazer com que homens e mulheres sobrecarregados com problemas que tinham quando chegaram à ‘igreja’, acreditem que por culpa sua representada pela falta de fé, não experimentaram a bênção que buscavam.

O mal é ver homens e mulheres de bem sendo explorados, sugados, extorquidos, enganados e espoliados de bens que têm e que não têm, eis que mesmo não tendo, são desafiados a se endividarem para contribuir, pois, só assim, ensinam os lobos travestidos de cordeiros, Deus há de lhes contemplar a fé e retribuir com bênçãos maiores.

O mal subjaz na falsa sensação de alívio naqueles que dizem que foram curados de dor de cabeça, dor nas pernas, nos braços, caroços nas costa etc. enquanto vivem e morrem sedentos de Jesus, ainda que disso em regra não saibam. 

Ele sempre aparece pregando. Sua mensagem segue um roteiro cujo ápice é sempre convencer o povo a dar para receber. É a velha tentativa de troca com Deus. De suborno a Deus. De compra da graça e da bênção de Deus.

Mas, além da mensagem que ele prega e que se ouve, existe uma subliminar que denuncia a sua intenção. Ela está embutida no nome com o qual se apresenta: ERRE, ERRE... SOARES.

E o povo erra. E o povo se auto-engana. E o povo aplaude falas vazias e músicas ridículas e insossas.

E o povo crê. E o povo espera. E o povo oferta. Enquanto espera oferta. Quanto mais espera, mais oferta. Ele espera sempre. E oferta sempre.

Pobre povo!

Nem percebe que é vítima de um conselho discreto, oculto, subliminar.

ERRE! ERRE! 

E o povo erra. O que lhe resta? SÓ ARES.
Paulo Natalino Dian

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