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segunda-feira, 21 de março de 2011

ESCREVENDO: Coisas de crente.














COISAS DE CRENTE

                De início é bom que se esclareça que quando me refiro a “crente” não estou me valendo do sentido original da palavra – aquele que crê – mas aludo a um segmento de pessoas ligadas à igreja evangélica que, preguiçosas, não se dão ao trabalho de aprender, investigar, analisar, fazer juízo de valores etc. Ou, então, extremamente ingênuas, compram qualquer idéia que se lhes venda, e saem por aí afirmando como verdade absoluta coisas que não têm o menor fundamento.
                Dada a explicação, vamos ao “causo”.
                Estava eu numa festinha de aniversário de uma pessoa muito querida e cheia de gente boa, em sua maioria crentes, quando, lá pelas tantas, resolveu-se cantar o tradicional “Parabéns pra Você”.
                Antes, porém, que se iniciasse a cantoria, a aniversariante pediu a palavra e esclareceu que não deveríamos cantar o, também tradicional “É Big, é big, é hora, é hora, é hora...”, porque, segundo lhe informaram, as palavras “RA-TIM-BUM” representavam uma invocação de maldição sobre a vida do aniversariante.
                Simplificando (só não me peça para desenhar), quando os presentes gritavam ao final do “É Big...” o “RA-TIM-BUM”, seguido do nome do aniversariante, estavam como que dizendo: “Eu amaldiçôo você, fulano”.
                Na hora eu disse comigo: Meu Deus! Quanta asneira! Quanta palhaçada! Quanta perda de tempo com coisas que nada significam! Quanta desinformação!
                Bem, depois do alerta, ninguém cantou o inocente RA-TIM-BUM, que nada significa, como nada significa, também, no contexto, o “É big, é big...”
               Na minha ingenuidade, pensei: ninguém aqui vai embarcar nessa. Sim, porque a aniversariante pediu, ninguém cantou, mas ninguém comprou a idéia.
                Coincidência ou não, muito recentemente estava noutra festinha e, antes de se partir o bolo chegou a hora do “PARABÉNS”.
                Findo este, silêncio. Eu não agüentei: Não vai ter o RA-TIM-BUM não?
                A resposta? Um sorriso amarelo, tipo, deixa quieto.
                Deixei.
Paulo Natalino Dian

2 comentários:

  1. Infelizmente ainda existem pessoas assim... O mais interessante que outros crentes lançaram um novo "parabéns" sem o ratibum e fazem o maior sucesso! Será mera coincidência???

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  2. Como eu sou curioso, fui procurar a origem da música, e achei o seguinte:

    No Brasil (em algumas regiões) é costume declarar o seguinte bordão após cantar esta música ao aniversariante:
    'É pique, é pique, é hora, é hora, é hora, rá-tim-bum.' Em outras regiões cantam 'é big' (que quer dizer grande).
    Uma das possíveis origens para este bordão é o ambiente acadêmico da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, cujos estudantes eram convidados para festas de aniversário e utilizavam os seus bordões de costume para animá-las. O bordão é uma colagem de diversos outros bordões usados pelos estudantes, como pic-pic referindo-se a um dos estudantes que mantinha consigo uma tesoura para aparar a barba e o bigode e rá-tim-bum que teria se originado do nome Timbum de um rajá indiano que teria visitado a faculdade."

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