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sábado, 4 de dezembro de 2010

PÔ, É POESIA! O beija-flor e a rosa

















Para que encontre alívio à dor
Que faz da vida um fel,
Disse à rosa, o beija-flor:
Dá-me uma gota de mel.

Para que ao mundo volte a cor
E o azul volte ao céu
Dá-me uma gota de amor
Quero dizer: do teu mel.

Porém a rosa ouviu
Fingiu que não entendeu
E o beija-flor se calou.

Seu coração se partiu
Todo o seu ser se rompeu
E a história acabou.

Paulo Natalino Dian

PARA RIR: E-mail













Quando o homem chegou ao hotel e foi para seu quarto, viu que havia um computador com acesso à internet.

Decidiu, então, enviar um e-mail à sua mulher, mas sem se dar conta errou uma letra e o enviou a outro endereço (outra pessoa)...

O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido e que, ao conferir seus e-mails, desmaiou instantaneamente.

O filho, ao entrar em casa, encontrou sua mãe desmaiada, perto do computador, em cuja tela se podia ler:

Querida esposa: Cheguei bem. Provavelmente se surpreenda em receber noticia minha por e-mail, mas agora tem computador aqui e podem-se enviar mensagens às pessoas queridas. Acabo de chegar e já me certifiquei que já está tudo preparado para quando você chegar, na sexta que vem.
Tenho muita vontade de te ver e espero que sua viagem seja tão tranqüila como está sendo a minha.

PS: Não traga muita roupa, porque aqui faz um calor infernal!

AINDA QUE LENDO, OUÇA! Farinha pouca, meu pirão primeiro










FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO

Vivemos num mundo de desigualdades e numa sociedade onde o egoísmo de alguns faz com que uma minoria tenha muito de tudo, enquanto que a maioria não tem nada de nada.

Mas a nota mais triste é constatar que as desigualdades atingiram o ambiente evangélico e as igrejas, em sua maioria, passaram a ser verdadeiros arraiais de desiguais, com cada um cuidando de seu pirão. Isto é, para aqueles que têm a farinha.

E é pensando no seu pirão que a minoria possuidora da farinha, indiferentemente da fé que professa, com a proximidade do natal (que ano após ano vem descaracterizando-se como celebração do nascimento de Jesus) movimenta-se em todos os sentidos, seja na preparação de suas casas, que precisam ficar bem bonitas, seja na aquisição de presentes (que naturalmente serão dados aos seus iguais), seja na elaboração do cardápio, onde os produtos, os mais diversos, têm de ser inseridos na lista. Afinal, numa mesa natalina que se preze, não pode faltar aquilo que os iguais da televisão recomendam.

Mas voltemo-nos para aqueles que não têm a farinha e que, por conseguinte, não terão o pirão.

Não exatamente nos bilhões de pessoas que habitam nosso mundo e nem nos milhões de brasileiros que teimosamente, apesar da falta de farinha, insistem em viver, mas naqueles que comungam conosco da mesma fé, que se sentam ao nosso lado nos bancos das igrejas, que cantam conosco “somos um pelos laços do amor”, aos quais, pela paternidade comum chamamos de irmãos e que, no natal, ficarão com suas cuias vazias por uma razão muito simples: mesmo nas igrejas alguns são mais iguais que os outros, e estes mais iguais vão dar tudo de si para si mesmos e para aqueles de seu grupo, enquanto que os menos iguais, em suas casas desenfeitadas, sem presentes para abrir e sem mesas fartas (talvez até por não terem mesas), terão que se contentar em ver e ouvir da beleza do natal dos outros, dos iguais mais iguais.

Envergonhado por apenas constatar um fato sem fazer nada para reverte-lo, quero render a minha homenagem a essa maioria humilde, carente e estranhamente resignada e alegre dos menos iguais, lembrando-lhes que o natal é a festa do nascimento de Jesus, e se Jesus estiver presente em suas casas e vidas, então terão incontáveis motivos para festejar e agradecer a Deus, a despeito da casa feia, ausência de presentes ou mesa vazia.

Isto porque o dono da festa, que anda um tanto esquecido por muita gente, está interessado não na ostentação dissimulada, mas no coração e na gratidão daqueles que por ele foram salvos.

E se for assim, então essa maioria pode ter certeza que, apesar da falta da farinha, recolhida egoisticamente pelo grupo dos mais iguais preocupados com o seu pirão, o aniversariante alegrar-se–á muito mais com o seu nada, que com o tudo deles.

Paulo Natalino Dian

EU LI: Ame, o amor faz!













AME...

A inteligência sem amor te faz perverso.

A justiça sem amor te faz implacável.

A diplomacia sem amor te faz hipócrita.

O êxito sem amor te faz arrogante.

A riqueza sem amor te faz avaro.

A pobreza sem amor te faz orgulhoso.

A beleza sem amor te faz fútil.

A autoridade sem amor te faz tirano.

O trabalho sem amor te faz escravo.

A simplicidade sem amor te deprecia.

A lei sem amor te escraviza.

A política sem amor te deixa egoísta.

A fé sem amor te deixa fanático.

A cruz sem amor se converte em tortura.

A vida sem amor...

... não tem sentido !!!!!

Por Jorge Clésio, WWW.pontodoconhecimento.blogspot.com)



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

AINDA QUE LENDO, OUÇA! É natal



















É NATAL

Entre lojas cheias
Luzes acesas
Nas ruas o que vende é o natal
Pessoas vão e vêm
Ignorando
Quem tem a fome como prato principal
Em sua porta bate alguém
Pedindo alguma coisa pra comer
De mesa cheia você diz:
Lamento, nada tenho a oferecer
Domingo na igreja você canta e diz amém
Se alegra, fala muito,
Mas não faz nada pra ninguém
É hora de sair da teoria
É hora de ser causa de alegria
É hora de ser luz e de ser sal
Porque é natal
É natal
É hora de mostrar que aprendeu
É natal
O natal
É mais do que dizer Jesus nasceu.
Paulo Natalino Dian & Adriano de Oliveira Dian